sexta-feira, 18 de setembro de 2009

BIOGRAFIA - GARI NEGRO JOBS

UM EXEMPLO DE PERSISTÊNCIA

Irreverência, criatividade e honestidade. Com estas três palavras, é possível descrever a personalidade do vereador Gari Negro Jobs (PSL), nascido em Mata Verde (MG), 49 anos de idade. Jobs nasceu José Batista da Silva, daí a abreviação do nome. Em inglês, Jobs significa trabalho – uma palavra bastante ligada à prática de vida de José Batista. Hoje, o vereador goianiense exerce a presidência da Comissão do Trabalho na Câmara dos Vereadores.

Conhecido pelo seu característico bom humor e inteligência cultural, ele sempre teve os traços do artista nato e das grandes lideranças populares. Após vencer as eleições, Jobs vestiu novamente o uniforme de gari e voltou para as ruas, coletando o lixo produzido pela sociedade.

A vitória nas eleições de outubro de 2008 não mudou sua personalidade nem seu estilo de vida, agora mais dedicado a entender às questões públicas, fiscalizando as ações do poder executivo municipal e apresentando projetos de lei que atendam a comunidade. Jobs é uma pessoa comunicativa, tendo como paixões, nas horas vagas, o trabalho como designer, músico, escultor e inventor.

O exercício político começou na sociedade civil, quando decidiu ele mesmo ser candidato em vez de apenas votar em outros políticos de Goiás. Durante 20 anos, não deixou de realizar seu sonho: disputar o processo eleitoral municipal e estadual, além de respirar a democracia. Mais do que ganhar, ele queria apresentar idéias propositivas que atendessem pessoas como ele: humildes, irrequietas e interessadas em um mundo melhor.

Aos 7 anos de idade, Jobs começou a vida profissional como engraxate e lavador de carro. Depois, na vida adulta, passou em concurso publico na Prefeitura de Goiânia para ser gari – profissão que ele abraçou com muito orgulho e dedicação antes da atividade de vereador.

Com o segundo grau incompleto, ele tem como meta voltar a estudar em breve e concluir os estudos secundários. Um de seus sonhos é entrar para uma faculdade, sendo um aluno dedicado aos temas que tratam do ser humano.

O atual vereador de Goiânia mora em uma pequena casa construída de barro e telha de amianto no Setor Finsocial, região Noroeste de Goiânia. É pioneiro no setor, morando no bairro há mais de 30 anos. Neste ambiente é que brotam suas idéias, letras de música, esculturas e propostas de instalações culturais.

Em casa, Jobs tem toda a atenção da mãe Ana Morcila, de 84 anos. Mora também com dois filhos, Ana Paula Matias (24 anos), Marcelo Rozeno (16 anos), e seus três netos – Ana Layssa Fernandes (7 anos), Marcos Matias (4 anos) e Carlos Eduardo (1 ano). Durante a diplomação para ocupar o cargo de vereador, Jobs chamou a mãe até o palco e delicadamente a conduziu para receber junto com ele o mandato. Por isso e pelas suas características humanas foi o vereador mais aplaudido durante a cerimônia.

No setor Finsocial, Jobs viveu as privações de uma vida humilde. Teve que trabalhar ainda criança para ajudar no sustento da família. "Muitas vezes minha mãe, para não deixar a gente passar fome, saía pedindo resto de ossos em açougues da cidade. Outras vezes não conseguia nada, ficávamos sem comer", recorda Jobs. A fome e as dificuldades financeiras jamais tiraram o bom humor de Jobs, sempre disposto a improvisar e vencer na vida.

Sua disposição para o trabalho é ainda maior na Câmara dos Vereadores. Nas duas décadas que disputou eleições, ele estudou os problemas da cidade e investigou as principais mazelas do Estado de Goiás. Além da coleta urbana de lixo, aprendida na prática, Jobs conhece os trâmites e as dificuldades para quem procura emprego na Grande Goiânia. Por isso recebeu com orgulho a incumbência de presidir a Comissão do Trabalho da Câmara dos Vereadores de Goiânia. Ele quer buscar mecanismos legais que possam facilitar a inserção do jovem, levar aos órgãos de Goiânia e Goiás proposições de primeiro emprego e ensino profissionalizante.

Jobs milita e tem apoio das entidades negras, ambientais e culturais. O vereador tem o perfil de conciliador e da defesa do melhor argumento. Para ele, na Casa de Leis, deve vencer sempre a melhor proposta, aquela que atenda aos princípios constitucionais e, acima de tudo, ao interesse popular e coletivo.

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